Confidencialidade absoluta
Tratamento de matérias críticas com sigilo técnico e operacional, alinhado a políticas de informação dos clientes.
Consultoria Jurídica Empresarial · Rio de Janeiro
Atuação consultiva e estratégica para organizações que precisam de controle, previsibilidade, eficiência e segurança na gestão de riscos jurídicos.
O escritório atua na interseção entre Direito, gestão, controles internos e estratégia empresarial. A proposta é apoiar empresas na organização de passivos, estruturação de fluxos jurídicos, governança do contencioso, análise de riscos e tomada de decisão com base em dados, critérios técnicos e visão executiva.
“O jurídico deixa de ser custo quando passa a ser informação executiva.”
Soluções jurídicas para organizações que precisam de controle, previsibilidade, governança e segurança na gestão de riscos. Cada área é estruturada como uma esteira própria de trabalho, com entregáveis, indicadores e ritual de governança.
Atuação em disputas empresariais relevantes, análise de riscos, definição de estratégia processual e suporte à tomada de decisão executiva.
Estruturação de fluxos, indicadores, governança jurídica, gestão de prazos, esteiras operacionais e eficiência na gestão do jurídico.
Apoio em CPC 25, classificação de riscos, contingências, provisões judiciais e integração entre jurídico, contabilidade, auditoria e controles internos.
Elaboração, revisão e negociação de contratos estratégicos, fornecedores críticos, tecnologia, infraestrutura e projetos especiais.
Atuação em temas regulatórios, ambientais, imobiliários empresariais e fundiários relacionados a operações complexas e de alta exposição.
Cada engajamento percorre quatro fases conectadas por entregáveis mensuráveis. O método garante previsibilidade ao cliente e consistência de qualidade ao escritório.
Mapeamento do problema, riscos, documentos, processos, dados e impacto empresarial.
Entregável Relatório-diagnóstico executivo, com matriz de risco e recomendações.
Definição de plano jurídico, prioridades, critérios de risco e alternativas de tratamento.
Entregável Memorando estratégico, com cenários, custos esperados e cronograma.
Atuação técnica, negociação, contencioso, estruturação de fluxos ou implantação de controles.
Entregável Resultado mensurável da intervenção, com indicadores de andamento.
Acompanhamento por indicadores, reportes executivos, rituais de controle e melhoria contínua.
Entregável Dashboard executivo e rituais de revisão periódica com C-level.
Atuação construída dentro de grandes empresas, com interface direta com áreas jurídicas, financeiras, contábeis, auditoria, controles internos, tecnologia e alta administração.
Análise jurídica conectada a impacto financeiro, provisões, governança, continuidade operacional e tomada de decisão.
Capacidade de organizar fluxos, indicadores, políticas, esteiras operacionais e rotinas de controle jurídico.
Experiência com contencioso relevante, infraestrutura, energia, contratos críticos, regulatório, ambiental, fundiário e projetos com múltiplos stakeholders.
Atendimento próximo, técnico e sênior, voltado a problemas jurídicos empresariais complexos — e não a volume massificado.
Torres Soares Advocacia nasce com uma proposta clara: oferecer assessoria jurídica empresarial com profundidade técnica, visão corporativa e foco em governança.
A atuação combina experiência em contencioso estratégico, Legal Operations, controladoria jurídica, gestão de riscos, provisões judiciais, auditoria, contratos e ambientes regulados.
O escritório atende empresas que precisam organizar riscos jurídicos, aumentar previsibilidade, qualificar decisões e transformar o jurídico em uma função mais eficiente, controlada e integrada ao negócio.
São princípios não negociáveis. Eles definem como o escritório se posiciona em cada matéria, com cada cliente, em qualquer nível de complexidade.
Tratamento de matérias críticas com sigilo técnico e operacional, alinhado a políticas de informação dos clientes.
Cada matéria conduzida diretamente por profissional sênior, sem intermediação por estrutura terceirizada de volume.
Interface direta com áreas de negócio, controladoria, auditoria, compliance e alta administração.
Cada engajamento entrega indicadores claros — financeiros, processuais e operacionais — desde o início.
Memorandos, matrizes e pareceres construídos com rigor auditável e citação técnica completa.
Reporte recorrente, rituais de revisão e dashboards próprios para cada cliente e cada matéria.
Atuação concentrada em setores e contextos de alta complexidade e exposição a riscos. O padrão consultoria vem da escolha — e da recusa de demandas fora de escopo.
Operações & Infraestrutura
Governança & Capital
Publicações periódicas voltadas a CFOs, heads jurídicos, controladorias, auditorias e comitês — alinhadas ao Provimento 205/2021 da OAB.
Como a leitura tradicional de "o contencioso é custo" cede lugar a uma visão executiva onde o jurídico produz informação, previsibilidade e governança — com indicadores que dialogam diretamente com financeiro e alta administração.
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A leitura tradicional do contencioso como custo afundado cede lugar a uma visão mais sofisticada — em que o jurídico produz informação executiva, previsibilidade financeira e direção estratégica.
Por décadas, o contencioso foi tratado como despesa a ser minimizada. Essa visão é insuficiente para empresas que enfrentam volume relevante de litígios. Quando há método na condução de processos, dados emergem: padrões de teses contrárias, tempo médio de resolução, taxas de êxito por tribunal e turma, custos por tipo de risco.
Organizado, esse acervo deixa de ser histórico e passa a ser radar. Permite ao jurídico antecipar provisões com mais precisão; orientar decisões comerciais sobre cliente, cláusula e jurisdição; calibrar política de acordos com base em evidência; e identificar fragilidades estruturais — contratos mal redigidos, processos operacionais que produzem litígio recorrente.
A consequência operacional é mensurável. Empresas que estruturam o contencioso como sistema reduzem provisão excessiva, evitam acordos desnecessários e param de pagar duas vezes pelo mesmo erro estrutural. O contencioso continua sendo defesa em casos individuais — mas, agregado e bem analisado, vira bússola.
A maioria das estruturas jurídicas tem dado, mas não tem método para extrair informação. Planilhas dispersas, sistemas operacionais sem indicadores, escritórios externos sem padronização de reporte. O ponto de partida não é tecnologia — é definir o que se quer medir e por quê.
Toda área jurídica gera fluxos financeiros — provisões, honorários, custas, acordos, condenações. Quando esses fluxos não são organizados, eles aparecem como surpresa no balanço. E surpresa, na linguagem do CFO, é sinônimo de risco.
A controladoria jurídica é a disciplina que conecta três planos distintos: o jurídico (novos processos, decisões, acordos), o de risco (classificações entre provável, possível e remoto) e o contábil-financeiro (reflexo em provisão, em fluxo de caixa, em cumprimento de covenants).
Quando ela existe, o CFO consegue prever desembolsos em janelas de 12 a 36 meses, com erro estatístico mensurável. O conselho recebe reportes consistentes. A auditoria externa encontra trilha auditável. Sem ela, o jurídico aparece como zona de incerteza — e a incerteza, por definição, encarece capital.
Os pontos de falha são previsíveis: cada escritório externo classifica risco com critério próprio; o sistema jurídico não conversa com o ERP financeiro; não há revisão periódica programada; o jurídico interno não tem perfil de controladoria. Cada um desses gaps é endereçável com método.
O CPC 25 é, na prática, a régua que une o jurídico ao balanço. É também onde os dois costumam falar línguas diferentes — e onde a auditoria externa costuma encontrar problema.
A norma exige classificação de risco em três faixas, com consequências contábeis distintas:
A classificação é jurídica, mas a consequência é financeira: afeta resultado, dividendos, covenants e percepção de mercado.
Quando o jurídico classifica sem fundamentação técnica documentada, a auditoria externa questiona. Quando questiona, há ajuste de classificação em massa, com impacto direto em resultado. O custo do retrabalho — e da fricção com o auditor — é alto, e o reputacional pode ser maior.
Aproximar jurídico e contabilidade não exige rever a estrutura organizacional. Exige protocolo de comunicação. Quando o jurídico entrega memorando técnico em linguagem que a auditoria externa aceita, o ciclo de fechamento é mais curto e mais barato.
Legal Operations não é tecnologia, não é software, não é dashboard. É o conjunto de práticas que organiza o jurídico como qualquer outra função executiva — com fluxo, indicadores, política, revisão e auditabilidade.
A maturidade de Legal Operations se mede pela capacidade do jurídico de responder a três perguntas básicas: o que entrou esta semana? Em que estágio cada matéria está? Quanto custou cada decisão? Quando essas perguntas têm resposta objetiva, o jurídico passa a ser observável — e função observável é função governável.
É governança. A alta administração consegue direcionar o jurídico com critérios objetivos: onde está o gargalo, qual fornecedor entrega abaixo do padrão, em que matéria a empresa está exposta. Sem isso, a discussão sobre jurídico permanece narrativa.
O primeiro passo é sempre mapeamento. Listar fluxos atuais, mesmo informais; identificar pontos de retrabalho; definir três a cinco indicadores básicos. Tecnologia entra depois — e como meio, não como ponto de partida.
A decisão de acordar é frequentemente tratada como tema individual: caso a caso, baseado em intuição. Em empresas com volume relevante, isso é fonte de perda mensurável.
Política de acordos estruturada combina critérios objetivos (valor da causa, tese envolvida, jurisdição, tribunal, fase processual), dados históricos (taxas de êxito por matéria, valor médio de condenação, tempo médio de duração), janelas de autoridade (até que valor cada nível pode acordar sem aprovação) e documentação auditável de cada decisão.
A decisão deixa de depender do estilo de cada profissional. A empresa pode comparar performance entre escritórios externos com critério comum. O CFO consegue projetar desembolso com janela útil. O conselho enxerga padrão.
Política rígida que ignora particularidade processual também é problema. O equilíbrio está em fornecer matriz de critério — e abrir exceção documentada quando o caso exige.
Quando um C-level pergunta "qual é o risco jurídico da empresa hoje?", a resposta deveria ser objetiva, quantificável e comparável. Frequentemente, é narrativa e impressionista — "está sob controle", "estamos defendendo", "depende".
Transformar risco em informação executável exige inventário sistemático de matérias e exposições; classificação consistente entre escritórios e ao longo do tempo; quantificação financeira (provisão registrada, exposição máxima realista, expectativa estatística); categorização (operacional, contratual, regulatório, ambiental, tributário); reportes periódicos com leitura comparativa em relação ao trimestre anterior e ao orçamento.
Risco invisível não desaparece — apenas se acumula. Quando aparece de uma vez, a empresa enfrenta ajuste contábil de magnitude, fricção com auditoria, reação de mercado e perda de credibilidade junto ao conselho. Risco visível pode ser gerido. Esse é o ponto.
Em projetos de infraestrutura, o contrato é o documento que decide bilhões. Erros de redação ou de governança contratual podem custar muito mais do que a obra original — e frequentemente custam.
Cláusulas-padrão sem aderência à matriz de riscos específica do projeto; mecanismos de revisão tão genéricos que não funcionam quando acionados; foro ou arbitragem em jurisdição inadequada ao escopo; ausência de plano de gestão contratual durante a execução — o contrato é lido na assinatura e arquivado.
O contrato perfeito mal-governado vira problema. O contrato menos sofisticado bem-governado entrega. Investir em rituais de revisão contratual periódica, em equipe treinada para identificar gatilhos de cláusula e em comunicação preventiva com a contraparte — esses elementos previnem litígio caro.
Em infraestrutura, o contrato é o projeto antes do projeto. A qualidade da redação define a qualidade da execução — e a qualidade da gestão define quanto da exposição contratual a empresa efetivamente controla.
Auditoria jurídica não é fiscalização burocrática. É o exercício de revisar — com método, periodicidade e linguagem comum — a consistência das informações jurídicas que sustentam decisões financeiras e de conformidade.
Auditoria isolada gera retrabalho. Quando legal, financeiro e compliance auditam o mesmo conjunto de fatos com a mesma linguagem, a empresa funciona como sistema — o jurídico classifica, o financeiro registra, o compliance certifica, e o auditor externo encontra trilha consistente.
Definição de protocolo comum entre as três áreas; calendário compartilhado de revisões; formato padronizado de memorando técnico; e — sobretudo — disposição executiva para aceitar que sistemas auditáveis valem mais do que sistemas confortáveis.